Ensino Superior: matrículas nas faculdades EAD crescem mais que nos cursos presenciais


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A tecnologia está a cada dia mais presente em nosso cotidiano, transformando-o de forma significativa, como já vimos neste blog (As tecnologias digitais e a transformação do cotidiano) .  Uma das mudanças mais claras é na forma como se dá o processo de estudo e formação dos novos (e antigos) profissionais para o mercado de trabalho. Seguindo uma tendência mundial, o ensino no Brasil ganha cada vez mais espaço nas plataformas virtuais. Enquanto matrículas em cursos presenciais recuam, a EAD (Educação a Distância) avança e já representa mais de um quarto dos novos universitários e tende a superar o modelo convencional, já nos próximos quatro anos.
Esse cenário foi revelado pela pesquisa “Educação Superior em Minas Gerais – Contexto e perspectivas”, encomendada pela ABMES (Associação Brasileira das Mantenedoras de Ensino Superior) e feita pela empresa de pesquisas educacionais Educa Insights. A pesquisa foi divulgada em Junho de 2019 pelo jornal Estado de Minas.
De acordo com o estudo, em Minas Gerais 74% dos alunos de graduação estão no ensino presencial e 26% estão nas plataformas virtuais.    A maior parte dos estudantes de EAD está nas faculdades particulares. A tendência é que essa diferença diminua no médio prazo devido a fatores como a questão financeira: como os cursos a distância têm menores valores de mensalidades e estejamos vivenciando um cenário desfavorável ao financiamento estudantil, a perspectiva é de que permaneçam na sala de aula convencional aqueles alunos com mais disponibilidade de recursos e também de tempo, que é outro fator de seleção para a escolha da forma de estudo.


EAD conectada com a exigência do mundo moderno


Nesse contexto de “concorrência” com o ensino on-line e visualizando uma alteração nos perfis dos estudantes, exigida mesmo pelo mercado de trabalho, os estabelecimentos de educação superior estão buscando inovar com a prática pedagógica da EAD e introduzindo as chamadas “Metodologias Ativas na Educação” na intenção de captar um grupo mais diverso e proativo de alunos. Afinal, as fronteiras entre presencial e a distância estão se tornando menos nítidas.  Na chamada sala de aula invertida (Metodologias Ativas na Educação), que tem sido adotada em universidades e faculdades, os alunos estudam antes em casa e vão para a escola desenvolver a prática sob orientação do professor.  Nesse modelo, o conhecimento é construído não somente em sala de aula, mas, onde o aluno estiver com apoio das Tecnologias Digitais da Informação e da Comunicação (TDICs).   Estudos, pesquisas, consultas e afins podem ser realizados através de computadores, tablets e smartphones.  Em um modelo


híbrido, a prática é presencial e a teoria é a distância, proporcionando mais condições de autonomia para o próprio estudante.
Óbvio que esse modelo não poder aplicado a todos os cursos. No Brasil, por questões legais, os cursos de Direito, Odontologia, Medicina e Psicologia, não possuem EAD. Mas, até para eles, as instituições tem buscado formas de se aproximar do modelo mais atual, com formações e conteúdos extras ministrados de forma virtual.

A busca do respeito para a EAD




Desta forma, a EAD tem crescido, dentre outros fatores, devido aos valores de mensalidade mais baixos que o ensino presencial e a paralela diminuição do financiamento estudantil por parte do governo federal, à flexibilidade de horários e de organização própria, que favorecem os alunos mais autônomos e pelo perfil da nova geração de estudantes com mais familiaridade com a tecnologia. Muitos deles inclusive são mesmo considerados “nativos digitais”.

No entanto, boa parta da sociedade ainda vê com desconfiança o ensino a distância e exalta o ensino presencial, o colocando com mais qualidade e até mesmo com mais legitimidade. O mercado de EAD considera que ainda há um desconhecimento de alguns setores sobre o perfil do profissional formado a distância.  Especialistas do setor afirmam que na verdade os alunos trazem consigo o símbolo de superação, pois necessitaram vencer muitos obstáculos para concluírem seus estudos.  Afirmam ainda que o diploma do ensino a distância é exatamente igual ao diploma presencial e consideram essa desconfiança o grande entrave para fortalecer ainda mais e consolidar a EAD no Brasil.



E você, o que pensa sobre essa mudança em andamento?

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