Black Mirror: a obra de ficção mais real já feita até hoje- a relação do homem com a tecnologia.

     

Hoje vamos falar sobre um produto televisivo que tem enorme potencial de levantar a discussão de tecnologia/sociedade.

Black Mirror é uma série exibida pela Netflix, serviço de streaming (possível pelo avanço das tecnologias digitais), criada em 2011, no Reino Unido, tendo produzido, até hoje, 05 temporadas e um filme longa metragem. No site oficial da exibidora, é apresentada da seguinte maneira:

Black Mirror
2011 16  05 temporadas Séries dramáticas
Esta série antológica de ficção científica explora um futuro próximo onde a natureza humana e a tecnologia de ponta entram em um perigoso conflito.
Criação: Charlie Brooker

É perfeita a classificação de DRAMA para a série, devido às inúmeras situações dramáticas vividas pelos personagens ao longo dos episódios, que não têm continuação assim, não necessitam ser vistos em sequência, O anúncio informa que a história explora um futuro próximo. Engana-se, porém, quem espera personagens, cenários e figurinos futuristas pois os mesmos são comuns a nosso tempo. Essas “contradições” representam um dos pontos fortes da série, pois, expressam um futuro que expõe e levanta a discussão para a relação da natureza humana com a tecnologia (que é a proposta deste blog).

Já no site Wikipédia, encontramos a seguinte definição:

Black Mirror

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 
       Informação geral
Black Mirror é uma série de televisão britânica, antológica, de ficção científica criada por Charlie Brooker e centrada em temas obscuros e satíricos que examinam a sociedade moderna, particularmente a respeito das consequências imprevistas das novas tecnologias. Os episódios são trabalhos autônomos, que geralmente se passam em um presente alternativo ou em um futuro próximo. A série foi transmitida pela primeira vez na emissora Channel 4, no Reino Unido, em dezembro de 2011. Em setembro de 2015, a Netflix comprou a série, encomendando uma terceira temporada de 12 episódios, no entanto, os episódios encomendados foram divididos em duas temporadas de seis episódios; a quarta temporada foi lançada na Netflix em 29 de dezembro de 2017. Em 5 de março de 2018, a Netflix confirmou a quinta temporada da série, que foi lançada em 5 de junho de 2019.

Sobre o conteúdo e a estrutura da série, Charlie Brooker disse que "cada episódio tem um elenco diferente, um cenário diferente, até mesmo uma realidade diferente, mas todos se tratam da forma que vivemos agora — e da forma que podemos estar vivendo daqui a 10 minutos se formos desastrados. "Se tecnologia é uma droga — e parece ser uma droga — então quais são, precisamente, os efeitos colaterais?" Esta área — entre prazer e desconforto — é onde Black Mirror, minha nova série dramática, se passa. “O “espelho negro” da abertura é o espelho que você encontrará em cada parede, em cada mesa, na palma de cada mão: a tela fria e brilhante de uma TV, de um monitor, de smartphone”.


Veja abaixo o trailer da quinta temporada:




          

                        




                                              A sociedade através do espelho 



A tecnologia evidencia-se com profunda presença em nosso cotidiano. As demandas 
pelo seu uso são tão constantes, que se tornaram naturalizadas. Elas fazem parte de ações corriqueiras como compras em lojas virtuais ou de grandes avançosda medicina e da própria ciência, nos últimos anos. O mais claro exemplo do aumento da presença da tecnologia é o crescimento do uso do smartphone que se transformou em um computador móvel, configurando-se na maior mostra de convergência tecnológica. Podemos afirmar, desta forma, que as Tecnologias Digitais e a Cibercultura estão ocasionando profundas transformações em nossa maneira de ser, pensar e agir, criando o chamado processo de ciborguização.


A série Black Mirror, com linguagem própria, roteiros originais, imagens eloqüentes, toques de suspense, vem, então, examinar essa presença e suas consequências na sociedade. Inicialmente pode-se pensar que a discussão não seria apropriada porque a obra é de ficção. No entanto, ao assistirmos a qualquer episódio perceberemos facilmente que os temas são presentes e vivos em nossa contemporaneidade.


Os episódios tratam de questões como o adolescente que é filmado, pela câmera do seu próprio computador, quando se masturba, e passa a ser ameaçado por criminosos que executaram a gravação, a partir de um vírus instalado no notebook. É falado então, sobe privacidade, crime cibernético, limites do uso da tecnologia, sociabilidade e outras questões entre os jovens.


Em outro episódio, uma mãe autoriza a instalação de um chip na cabeça de sua filha e passa a acompanhar e monitorar aquela criança, 24 horas por dia, até ela se tornar uma adolescente...novamente vemos a questão da privacidade, e outras situações de insegurança e despreparo na educação dos filhos...


                                              Pensar em nós e a na tecnologia



Sabemos que a presença da tecnologia em nossas vidas é inevitável e irreversível. Da mesma forma, não se pode deixar de perceber os efeitos que essa presença e o seu uso trazem para todos que estão envolvidos. Assim, é fundamental conhecer mais sobre a tecnologia e como ela afeta nossa vida cotidiana para podermos fazer um melhor uso dela. É necessário perceber a necessidade de construir, cotidianamente, nossa relação com outras pessoas e nossa própria relação com a tecnologia e por meio da tecnologia.


As Tecnologias alteraram e continuarão alterando nossa forma de entender o mundo e de expressar esse entendimento. Assim, elas transformam o mundo, nos transformam e também são transformadas por nós. Desta forma, é necessário analisar o processo. Pouco se fala e, principalmente, pouco se pensa sobre essas constantes mudanças e evoluções tecnológicas. As pessoas tendem a seguir as determinações, sem análise.

É fundamental conhecer mais sobre a tecnologia e como ela afeta nossa vida cotidiana para podermos fazer um melhor uso dela e não “sofrer” por ela e com ela. 















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