O smartphone: símbolo maior da educação 3.0 e da ciborguização


                                                   As possibilidades trazidas pela tecnologia


                

                  O avanço e a presença da tecnologia têm alterado de forma profunda nosso cotidiano. As Tecnologias Digitais da Comunicação e da Informação (TDCIs), especificamente, influenciam nas formas de produção e de divulgação do conhecimento, potencializando as possibilidades de comunicação, interatividade, convergência tecnológica e no processo de ensino aprendizagem. É a Educação 3.0.
                 A partir dela quebram-se os paradigmas da educação tradicional, pois, o centro do saber não está mais localizado na escola e o detentor do conhecimento não é exclusivamente o professor. Essas situações, inicialmente assustadoras, são potencializadas pela possibilidade de mobilidade de informações que podem ser transmitidas de forma muito rápida e o acesso está disseminado por toda a infinita rede mundial de computadores, a internet. Junto a ela, as TDCIs podem retransmitir, conectar, possibilitar, interligar as pessoas em todas as partes do mundo, inclusive aquelas que estejam em movimento. Há de se ter em conta, no entanto, que todo esse conhecimento possível é virtual, ou seja, com potencial de ser realizado, ainda não efetivamente concretizado, como nos disse o filósofo francês Pierre Lévy, grande estudioso e pesquisador da temática.

                                   O smartphone e a mudança de modelo de aprendizagem

                  O símbolo maior dessas possibilidades é o smartphone! Resultado de uma evolução tecnológica do telefone celular, esse aparelho converge diferentes exemplos de tecnologias digitais e mídias tradicionais, com os poderes de expandir nossa comunicação, “implodir” a educação tradicional ou potencializá-la a níveis de excelência! Esses extremos são possíveis devido ao crescimento da disponibilidade do produto no mercado, com a diminuição do preço, nos últimos tempos e a evolução do produto. Com ele em mãos os estudantes podem pesquisar, produzir e divulgar conhecimento em um aparelho móvel. Não podemos nos esquecer que todos os estudantes que freqüentam, até o Ensino Médio, são “nativos digitais”, ou seja, já nasceram em um contexto de naturalização da tecnologia.                     Assim, conseguem conviver com ela de forma natural. Alem disso, utilizam o smartphone como uma extensão do próprio corpo conforme discutido neste Blog no post As tecnologias digitais e a transformação do cotidiano
                 Em sala de aula, o smartphone tem mais atrapalhado que ajudado, pela forma que NÃO é entendido. É considerado causador de muitos problemas como vício nos fones de ouvido, que faz os alunos ficarem desconectados da aula, câmera possibilitando registros automáticos e seguidos, músicas em seus arquivos e enfim, é um computador de bolso.
                  Neste momento, o smartphone ainda é subutilizado na Educação, desperdiçando todo o seu potencial de qualificar o processo de ensino aprendizagem. Como grande parte dos professores e das gestões escolares estão despreparadas para o seu uso, essa ferramenta tecnológica acaba mais por assustar do que possibilitar seu uso de forma produtiva para aprender. No entanto, é necessário pensar no contexto da existência e uso do aparelho por parte dos alunos. Pode ser pensado da seguinte maneira: o estudante, em casa, tem acesso ao smartphone. Ao atravessar os muros da escola, no entanto, deve esquecer que o aparelho existe...como isso é possível???...

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