Limites e possibilidades da produção acadêmica em Educação chegar à sala de aula

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Debater sobre limites e possibilidades da produção acadêmica em educação tem se tornado, a cada dia, missão das mais difíceis (e tudo indica que se tornará ainda mais), não somente no âmbito profissional, mas, também, nos ambientes de convívio sociais e familiares, devido ao contexto político atual, de flagrante ataque aos aparelhos de ensino, pesquisa, ciência e, enfim, de produção do conhecimento em nosso país.
Ao longo da história humana os homens, desde a Pré História, produziram e transmitiram conhecimentos práticos sobre o cotidiano, que diziam respeito à manutenção e à reprodução da vida. Assim, aprender era necessidade para continuar sobrevivendo. Ou seja, estava implícita a necessidade de produzir e repassar o conhecimento para garantir a sobrevivência da espécie. Milênios depois a ciência começa a ser constituída como novo campo do conhecimento. Estudos e pesquisas são expandidos, novos conhecimentos são produzidos e é iniciado o processo de estudar e analisar a própria produ…

ELA, o filme, discutindo a relação do homem com a Inteligência Artificial


ELA, o filme, discutindo a relação do homem com a Inteligência Artificial







ELA (HER) é um filme norte americano de 2013, que pode ser classificado nos gêneros comédia dramática ou ficção científica romântica, escrito, dirigido e produzido por Spike Jonze, com atuações de Joaquin Phoenix, Amy Adams, Rooney Mara, Olivia Wilde e Scarlett Johansson (voz do sistema operacional).


A obra parte da incrível história de um homem que se apaixona pelo sistema operacional do seu computador (hoje poderia ser o Windows, o Linux, o Mac). Um sistema novo, futurista que é uma forma de Inteligência Artificial (dispositivos, máquinas ou softwares, que simulem a capacidade humana de raciocinar, perceber, tomar decisões e resolver problemas, enfim, a capacidade de ser inteligente, conforme visto em Inteligência Artificial: do filme de ficção científica ao fim do seu emprego.


Assim, o filme discute a relação do homem com a tecnologia. Nesse caso específico, a relação da humanidade com a Inteligência Artificial. É retratada uma sociedade distópica (sociedade do futuro que tem alguma conexão com o nosso mundo, com um futuro imaginado ou construído pela ação ou falta de ação humana, por um mau comportamento ou por ignorância. Uma sociedade em que algo deu muito errado). Nesse futuro não vemos carros voadores ou androides. Lá a solidão, a melancolia e o cinismo apresentam-se como o mal-estar de uma sociedade intensamente mediada pela tecnologia. Como exemplo, o protagonista é um escritor de cartas de amor alheias. Ou seja, as pessoas contratam outras para escreverem cartas de amor para terceiras.


Ao mesmo tempo, ele retrata as novas configurações do amor, e consegue transformar o relacionamento entre o escritor Theodore (Joaquin Phoenix) e o sistema operacional Samantha (Scarlett Johansson) em um dos mais belos romances que o cinema mostrou nos últimos tempos. A história explora o ciúme, a possessão, o sexo, a distância e a noção de pertencimento nos amores contemporâneos.


ELA usa os “problemas de relacionamento” dos humanos com a tecnologia para questionar o nosso presente. Os cenários misturam prédios ultramodernos e funcionais com tecnologia de ponta, transporte público em detrimento do transporte individual e padronização de arquitetura que poderia ser em qualquer lugar do mundo, ainda que se passe em Los Angeles. Vemos também uma enorme pluralidade étnica e cultural nos locais, o que indicaria uma vida harmônica. As cores suaves reforçam esse ambiente agradável e “bom de viver”.


No entanto, evidencia-se a melancolia e a solidão entre as pessoas. Um encontro físico é anunciado quase como um fenômeno e as relações afetivas som as formas de Inteligência Virtual não é visto como absurdo, pela maioria das pessoas.

A esperança reside na linda história de amor que celebra as paixões virtuais e defende a inclusão cada vez maior de máquinas em nossas vidas. Ela pode “salvar a humanidade”. E então, caminhamos para o final,...surpreendente e extremamente inteligente...


Deve ficar claro que o filme não é uma ingênua defesa da tecnologia. Ele é uma profunda reflexão sobre a relação dos homens com a máquina, e sobre os afetos na invisibilidade do meio virtual.

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